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Brog do Jesse Navarro


Manifesto das Cabeças Antenadas

 

Algo irreversível e anárquico

Vamos abrir as portas da percepção

Vamos fazer a geração que vai desandar esse mundo burrocrático e idiota

Vamos fazer a freira mostrar suas carnes fartas e solitárias

Vamos berrar feito bodes no cio até a sociedade ensurdecer

Todos estão surdos inclusive você

 

Everybody Macacada

Eh noixxx nu fuzuê

Jesse e Gringo

Manifesto das Cabeças Antenadas

qui vão EN-SAN-DESCER



Escrito por Jesse Navarro às 10h55
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Véio Samuka???

Dentinhos & cia limitada, acordem: os Fitosos estão na área!

 

3/2/9 – Gravação das bases do novo hit (hahaha) Veio Samuka. Zili refez bateras, baixo e guitarras, num louco processo de gravar CD-R sobre CD-R. Ainda vamos meter barulhos insanos do além antes de finalizar com o vocal.

 

4 words: veio – samuca – bebe – cachaça

 

No drinks, no drugs, apenas gato-rade (criação nova: água – pouco limão – pouco açúcar).......... ROCK DANÇANTE PARA OUVIDOS LOUCOS, logo mais na net. Um clipe que vai girar literalmente.

 

Jamel, Cavalinho, 21, Bombeirinho, uma pinga pura pro véio samuka

 

5/2/9 – Onde estarei lendo isso em 2013? Que importa, se é tudo ilusão, já dizia o bom Sal Paradise. Hoje é quinta-feira, to com pouca grana e provavelmente não irei na Batalha de DJs no Outs. Agora Zili liga a gravação que fizemos de Véio Samuka pela manhã. Inserimos humor com diálogos, risadas e um pique mais roqueiro no vocal.

 

Esse som é um chute no sistema do véio estilo Fitosos. Estamos de volta com outra pegada. Estilo pedrada!

 

A IDÉIA DO CLIPE

 

Os loucos da banda estão num boteko... Idéia interrompida: Zili está mexendo no áudio, o que ele está fazendo?

 

5 minutos depois: até saí fora... Não adianta discutir com Zili em “off”... não ouve, não aceita, não tolera questionamentos, então deixo ele para lá e volto ao clipe:

 

Loucos Z e J no bote, entra o diálogo:

 

-- Vai beber o quê?

 

-- Pinga, porra! Hahahahahahah

 

Começa o som....

 

Véio Samuka deitado na laje, no boteco, na rua, virando uma pinga... tudo isso mesclado com Z e J no estúdio. Estrepolias todas... O som vai acabando com os loucos no boteko de novo, hahaha.... Nem tô ouvindo nada... Meu, e minha foto com a Lu?



Escrito por Jesse Navarro às 18h06
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De volta para a vida!

 Óculos avant-gard Jesse Navarrô: US$ 875

Opa, opa, feliz 2009 para todos, atrasado mesmo e foda-se. O blog ficou parado um tempão, mas agora tô de volta. Aliás, muito bom encontrar leitores pelos bares da vida reclamando a ausência (salve, Flávio!). A virada do ano foi punk para mim. Mudanças em todos os níveis: profissional, pessoal... Mudei de casa (minha mãe não aguentava mais trocar minhas fraldas) e isso foi um processo e tanto. Agora moro no Olaria do Nino, um bairro de Osasco. Não chega a ser uma favela, mas Jesse sempre foi menino do Bronx, nunca amarela na perifa... Comprei um violão, voltei a compor e estou lendo mais do que nunca. Enfim, ter meu próprio espaço me fez muito bem. O legal é que sou vizinho de Zili Quaresma, meu guitarrista. Na casa dele fica o estúdio da banda e podemos tirar um som livremente, sem pagar hora nem pau para ninguém. Zili também está dirigindo a nova versão do programa Giralata, que deve voltar em breve às telas com este escriba como apresentador. Estamos no primeiro round: instalando programa de edição, caçando câmera, luz... Uma delícia, mas que dá trabalho pacas.

É isso. Esse post ficou meio zuado, sem dica cultural nem nada (também, fuck off, nenhum amigo colou mesmo na minha discotecagem na OUTs, hehe). Foi mais para dar um alô 2009 e falar um pouco de tantas mudanças em tão pouco tempo. Aliás, perdoe qualquer erro de português, já que nossa língua sofreu mudanças drásticas recentemente (idéia virou ideia) e ainda estou me adaptando (no gerúndio, lógico, em homenagem a todas as atendentes de telemarketing). Um grande chute na sua bunda e visite sempre esse brog tosqueiro.



Escrito por Jesse Navarro às 18h46
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DJ Experience

Só faltou torcida. A discotecagem está firme e forte. Não faltou psicodelia na night. Muito menos surpresas... Adore e Milena que o digam. O que mais posso dizer?



Escrito por Jesse Navarro às 12h50
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Balada no Rio Tietê

Opções: baile da 3ª idade ou festa clubber em barco no Tietê?

O que não é a vida? Uns dois sábados atrás, um amigo da Casa de Drinks do Cláudio acabara de me convidar para um baile... da 3ª idade. Achei que nada mais absurdo poderia acontecer em 2008, quiçá na mesma noite. Afinal, aos 33 anos, não pareço assim tão acabado para freqüentar festas de idosos. Nenhum preconceito, mas foi mesmo hilário. Imaginei-me tirando alguma amiga de minha mãe para dançar. Vai saber o que toca... Vando? Putz, não acreditei nesse convite.

Certo de que nada mais anormal pudesse acontecer, toca meu celular. O amigo Darcy tentava falar comigo, mas o sinal do aparelho estava com defeito. Então ele manda um SMS: "quer participar de uma festa em um barco esta noite?". Imediatamente arrumei um celular decente emprestado e liguei para saber mais. É claro que queria ir e fiquei ainda mais curioso quando soube que o barco em questão ia navegar pelo rio... Tietê.

Isso mesmo. Saímos debaixo do Cebolão e fomos até a Ponte das Bandeiras. Era um barco de passeio muito bacana, com três níveis mais o teto da embarcação, onde ficou a maioria do pessoal. Num dos andares, armaram uma pista de som, com iluminação, DJ e tudo mais. Muito uísque com flash power, conversas, fotos malucas, uma alemã apaixonante que não quis nada comigo e a aventura de fazer um passeio no meio do rio Tietê. Loucuras que só acontecem em São Paulo.

E falando em DJ, fica a dica cultural do blog. Amanhã (quinta, 18), este blogueiro estará na Batalha de DJs no Clube Outs (Rua Augusta, 486, Sampa), a partir das 23 horas. Quem disser que é meu convidado, entra na faixa. Espero vocês.



Escrito por Jesse Navarro às 18h54
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Viajando na maionese no feriado da Consciência Negra?

FLORES DIGITAIS NO PEN DRIVE DO IMPOSSÍVEL FUTURO

Quero algo surreal para mim

Tão incerto quanto o hoje e o amanhã

 

Ela me pergunta o que espero para daqui a 10 anos

 

Respondo -- enquanto aperto o botão do caça-níquel

com suas figuras mágicas-diabólicas --

 

Não espero nada

muito menos do amor

 

Talvez dez, cem, cem mil

 

Algo surreal que nos tire do sério e nos faça chorar de rir

dessa fábrica de absurdos

produtos que consumiremos fora do prazo de validade

 

Ela me pergunta o que penso do futuro

 

Penso que ele não me pertence

e que pensar fortalece a mente fraca de filosofia

a mesma que a vida insiste em mostrar

nos seus canais de TV a cabo

 

Penso que a flor nasce até no mais improvável fio de ironia

um clique nada à toa

um acorde de piano em algum lugar de João Pessoa

salvo no cartão SD que injetei no meu celular

 



Escrito por Jesse Navarro às 16h18
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Da série meio sem assunto: hoje é meu aniversário. E daí?

 

Hoje é meu aniversário. Nada que importe, mas já que esse é o meu brog e estou meio sem assunto de novo, vou comentar sobre minha vida mesmo. Estou com 33 anos e, confesso, me sentindo triste (com variações de euforia que a gente descola nesse mundo de loucos). O que vou fazer hoje? Celebrar no Piatto Divino, um pizza-bar muito legal no Adalgiza. Meu irmãozinho Daniel Baeder vai tocar bateria com seu grupo de jazz e estão todos convidados.

 

Aniversário do Jesse

Quando: Terça, 18 de novembro

Horário: 21h às 23h (não tem mais som ao vivo depois dessa hora)

Endereço: Rua José Aristides Jofre, 11 – lj 11 (fica no andar de cima de um posto de gasolina)

 

Ah, que foto é essa? Adore Diniz em momento paparazzi tomando seu café favorito em João Pessoa. Em breve, muito rock and roll em São Paulo.



Escrito por Jesse Navarro às 19h01
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Da série meio sem assunto: o dia em que encontrei Raul Seixas na locadora

Às vezes sou igual ao Pedro da música: quando quero chorar vou ao banheiro

 

É uma história que gosto de contar sempre que rola um Raul no bar e a galera mais velha de Osasco e Butantã começa a contar mil histórias de encontros com Raul Seixas nas mais variadas situações. É verdade que o Maluco Beleza morou no Butantã nos anos finais de sua vida e vivia perambulando nos botecos da região. Mas muitas dessas histórias são bem exageradas, quando não passam de mentiras de bar (que a gente aceita quando inofensivas, já que o povo vai ao bar mesmo para beber e contar mentira).

 

Bom, o ano era 1986, este brogueiro não passava de um pentelhinho de 10 anos de idade, acompanhado de seu saudoso pai, o jornalista Jesse Navarro Júnior. Ele estava na locadora Áudio Vídeo, que ficava na Rebouças, uma das pioneiras no mercado de vídeo-locação (o vídeo-cassete era uma grata surpresa e tínhamos um Panasonic muito louco). Meu pai curtia alugar uma porrada de fitas, nunca ia à locadora para pegar só um título. Na prateleira atrás da nossa, um casal brigando em inglês. “Motherfucker”. “Fuck off, son af a bitch”. Um magrelo barbudo, de jaqueta de couro, pegando umas fitas e tretando com uma coroa loira. Então eles vão para o balcão, a atendente pede o RG do Raul.

 

-- Ô, filha, não tá me reconhecendo não? Raul Seixas!

-- Mas o senhor tem que apresentar sua identidade para poder locar.

 

Alguma insistência, mas não exatamente arrogância. Enfim, o cara tava chapadão. Entra em cena o velho Jesse.

 

-- Desculpe interferir, mas esse aí é o Raul Seixas mesmo. Pode confiar nele.

-- Então, senhor, não que esteja duvidando, mas é o procedimento. Sem identidade não posso liberar as fitas. São ordens.

-- Olha, então eu pago o aluguel dele. Inclui junto com o meu.

 

Não me lembro se ele agradeceu ou o que rolou. Só no carro fui entender a história.

 

-- Sabe quem era aquele na locadora?

-- Quem?

-- O Raul Seixas.

-- Quê? Não acredito...

 

Se o doido devolveu as fitas ou não, nem imagino. Mas não lembro de meu pai reclamando, então acho que devolveu, sim. E para o Jessão foi um orgulho pagar o aluguel para um de seus ídolos.

 

Moral da história: Salve Raul! E agora chega que vou tomar umas cervejas. Yeah! Neam?



Escrito por Jesse Navarro às 19h50
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Trem claustrofóbico, site-vitrine, niver brogueiro-mala

Demorei para postar, neam? Verrrrrdade... Depois de uma fase cheia de idéias, caí num declínio criativo. Mas é chato não postar nada, ainda mais agora que o blog saiu da audiência zero absoluta (puxa, tem até gente comentando que leu, sen-sa-cio-nal!).

 

 

Conhece esse lugar? Sim, visitante (visitante é um termo bom, serve para eles e elas). É o interior do trem espanhol (linha Esmeralda – CPTM).

 

Quem já pegou essa linha esmeralda, que passa pelo Jaguaré, Pinheiros, Berrini, etc, sabe o que é claustrofobia. Se não sofre disso, pelo menos pode vislumbrar o que é um lugar claustrofóbico. Quem será o FDP que criou vagões sem saída de ar? Exagerando um pouco, é como viajar no porta-malas de um carro. Uma sensação nazista de prisão. E o pior: é comum o maquinista parar no meio do caminho por vários minutos (pode ser mania de perseguição, mas nada me convence que não é de propósito que o cara faz isso).

 

É a vitória do espírito-militar-funcionalismo-público. Você já sente quando entra na estação: irritantes e insistentes avisos de proibição me causam ímpetos de vandalismo (uma puta vontade de quebrar a caixa de som ou pichar a estação, sei lá...). Imagine que todas as estações da CPTM possuem um telão da TV Trem que só mostra imagens. Eles tiram o áudio para emitirem as soníferas mensagens de advertência. Mas é importante mesmo. Pense bem: se eles não avisam que é proibido pular nos trilhos, o número de suicídios aumentaria drasticamente.

 

Ainda bem que quando pego, o trem não está tão cheio. Seria insuportável.

 

Quer mudar de trampo?

 

E para não dizer que só fiquei enchendo o saco nesse post, vai uma dica de site legal para os amigos aí sem trampo ou que estão querendo virar a mesa. Restrito para profissionais criativos. É o Clickfolio. Fiz o cadastro, dei uma olhada, achei vários profissionais de diversas áreas. Mais uma vitrine!

 

Dia 18, aniversário deste brogueiro-mala. 33 anos na lata. Pensando em comemorar na quarta, 19, véspera de feriado. Mas não decidi nada ainda. Os amigos saberão pelo brog, certo? Fico por aqui. Nos vemos no trem... azul.



Escrito por Jesse Navarro às 19h45
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SUPERSOUND: AUGUSTA BOMBANDO NAS QUINTAS

Olha a Rua Augusta de novo aí, gente! Despontando como grande centro underground de Sampa. A casa Inferno já é bem conhecida, por ali passaram mil bandas... Mas falo de uma integração de projetos que tem resultado em grandes revelações na música feita por instrumentos e também na realizada pelas pick-ups. Refiro-me especificamente ao querido Niggas, que toca o fabuloso projeto Vinil é Arte. Bombando no Sarajevo, o DJ agora entra em novas psicodelias, estrelando o projeto Supersound no Inferno Club.

 

Conheci o figura em Osasco, quando nos juntamos num projeto improvisado de uma rádio de uma Feira de Artes. Seus vinis raríssimos roubaram a cena: ali rolou muita MPB de todos os tempos. O que será que nos aguarda Niggas agora com seu projeto Supersound? Nos vemos no coquetel então para saber, certo? Fuuuuuuuuuuuuuuuui!

 

 

 

Serviço

Supersound

Club Inferno

Rua Augusta, 501 – Consolação

Na porta é R$ 15! Com flyer (imprima aqui) ou nome na lista (e-mail para listasupersound@gmail.com) sai R$ 10! Lá dentro rola esquema 3 cervas por R$ 10!

Mulher na faixa até 1 da manhã



Escrito por Jesse Navarro às 19h46
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Noite rocker

A noite da Rua Augusta está cada vez mais hype

Festa Zap’n’Roll foi muito louca, Rock Rockets e Daniel Belleza fizeram ótimas performances. O show dos Rockets lembrava até o game Rock Band, dois front men numa competição colaborativa (sim, isso existe e funcionou saudavelmente). O doce estava bárbaro e sobrevivemos aos rolês de moto, com direito a horas de sono numa praça.

 

Uma poesia punk de Manuel Bandeira para encerrar esse post. Até a próxima!

 

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

 



Escrito por Jesse Navarro às 19h39
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Salve o Halloween!

Que me protejam as bruxas... Que seu dia seja muito feliz! Sorte e realização!

 

Yeah, yeah, yeah... Post de Dia das Bruxas!!! Salve todas as wiccas, magos, místicos e feiticeiros! Deus é mulher! É Deusa!

 

Mas vamos falar de trampo! Meu desejo é que nunca falte trampo para mim e para quem tem talento. Seja em que área for! O mundo do vídeo, por exemplo. É muito louco. Vivemos uma era de revolução de conceitos de vídeo. Com o advento do You Tube e dos celulares com câmera, está rolando uma verdadeira inversão estética, ou seja, o que é bom e o que não presta está em xeque. Antigamente uma câmera tremida era má televisão. Imagem com baixa definição era o que chamamos de trash. Mas hoje? Hoje vale tudo. Distorcer, jogar efeito Chaves, não há mais certo e errado. E o vídeo-clipe? Esse ninguém tira da cena. Ninguém! Tanto que o povo entra no You Tube mais para ver clipes do que qualquer outra coisa.

 

Tudo isso para falar do trabalho do videomaker Douglas Luiz. Conheci o cara na TV Osasco, um editor e produtor que se destacava pela ambição. Foi fuçando, se metendo, perguntando, dando sugestões, correndo atrás e hoje está aí, dirigindo clipe e tudo mais. Abaixo, o vídeo que ele dirigiu da banda Honoria.  Não sou do HC, mas reconheço que os caras têm atitude rock no palco e isso é muito importante. Tem muita banda por aí que se diz de rock, mas que, na real, não têm o lance rocker da rebeldia, do questionamento, da atitude anárquica. Muitos roqueiros antigos detonam a moçada emo. Pessoalmente, não tenho nada contra. Acho emo mais legal que pagode, axé, sertanejo, isso com certeza. E, para bem da verdade, nem sei o que é emo. Para mim, o Honoria não é emo, mas HC. Mas não estou aqui para dar rótulo, ok? Sucesso para os rapazes! E salve o ROCK!

 



Escrito por Jesse Navarro às 13h23
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"Por que acabou o Giralata?"

As pessoas me perguntam até hoje o que aconteceu com o programa Giralata, que apresentava na TV Osasco. Para algumas já respondi até mais de uma vez. Ok, entendo que após umas doses também devo ser repetitivo em perguntas que já foram previamente respondidas, hehe...

 

Bom, para entender o que aconteceu com o programa, vamos entender o que era o Giralata. Primeiro foi uma coluna num jornal de Osasco. Então surgiu o Michel na minha vida. O cara comprou um canal de TV e me chamou para apresentar, meio no espírito MTV. Cinco anos se passaram entre idas e vindas, até o projeto acabar de vez. Infelizmente, o vídeo abaixo é o único que existe no You Tube. A produção é do videomaker Douglas Luiz, saca aí:

 

 

A máxima punk “do it yourself” era aplicada eu sua totalidade: trabalhávamos num esquema precário. A TV Osasco só nos oferecia meia hora de estúdio e 3 horas de edição. As matérias externas eram todas por conta da produção (que se limitava a mim mesmo e a alguns heróis que me ajudavam sem ganhar nada além de credenciais vip em show, quando muito). Sem carro, com uma câmera VHS, tinha que arrumar fita, me transportar, telefonar para armar pauta. Era uma época muito difícil, em que estava duraço, sobrevivendo de free-lances.

 

Isso sem contar os tombos mil. Candidatos a patrocinadores que apareciam uma vez de graça e depois sumiam. Mas tivemos investidores (modestos, é verdade, mas que foram importantes, principalmente na fase final): a Hot Stock, uma loja de discos descoladaça lá de Oz, e a Academia de Dança do Ventre de Fátima Rellva (tudo bem que nos desentendemos depois, uma história mal explicada, mas fica a saudade das ótimas festas que promovemos com odaliscas, vinhos, música e uma porrada de coisa).

 

Um dos lances mais legais do programa, na minha opinião, era a vinheta de abertura. Quando fui gravar lá na TV Osasco, logo no começo, peguei a câmera, coloquei vários recortes de jornais, revistas, capas de disco, celular (jurássico!) e ninguém entendia nada. O que esse louco vai fazer? Bem, nessa época trabalhava na RedeTV! com programas de edição top de linha, como o Final Cut (Apple), e comecei a destilar uns termos técnicos: “vamos frisar frame a frame cada imagem para lançá-las em disparo na timeline”. Ficou todo mundo com cara de interrogação. Mas me deixaram trabalhar e depois o resultado ficou muito louco. Até hoje ouço elogios. Depois também apareceu o Plínio, que fez uma animação chapada para o quadro “Cápsula do Tempo”, em que trazíamos vídeos de bandas das antigas e contávamos as histórias das lendas do rock para os telespectadores novatos.

 

As matérias eram chamadas do estúdio. Atrás de mim rolava um cromaqui, nos mesmos moldes da MTV das antigas. Muita gente ajudou, muita matéria legal aconteceu: exposição rockers, entrevista com Daniel Ash (guitarrista do Bauhaus), Galeria do Rock... Enfim, muitas que não tenho nem como enumerar. Por que acabou? Em novembro de 2007 entrei na Editora Abril e o tempo ficou escasso. Fora que era muito difícil fazer televisão sem patrocínio, por conta própria, na raça... As merdas, como disse, rolaram: patrocinadores picaretas, falta de incentivo da própria emissora (que também não tinha como bancar tudo), lâmpadas quebradas, egos alterados... Mas não me arrependo de nada. E também gosto quando me perguntam: “por que acabou o Giralata?”.



Escrito por Jesse Navarro às 19h59
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Autópsia Rock na Kiss-FM

A cena alternativa bombando em todos os cantos. Agora é a vez de uma galera que inclui Osasco aparecer na mídia. É o show da banda Autópsia Rock. Eles vão tocar na quinta-feira, 30, no Garimpo de Embu das Artes e quem vai gravar a bagaça é o povo da Kiss-FM (102,1).

 

O que a Kiss e o Autópsia têm em comum é o classic rock: a Kiss tocando o dia inteiro no rádio e os rapazes detonando nos palcos. Confira esse vídeo e você vai entender do que estou falando

.

O bar & chopperia Garimpo fica na rua da Matriz, 136, no Centro Histórico de Embu das Artes. O show começa às 20 horas. E se você não puder ir, a Kiss vai pôr o show no ar no programa Kiss Clube, que passa no domingo, meia-noite.

 

Autópsia Rock é Adriano (guitarra), José Agop (vocal), Paulo Frampas (baixo), Ale Pinez (teclado) e Jader Abs (bateria).



Escrito por Jesse Navarro às 20h21
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Momento Amy Winehouse

Depois de um período menos inspirado, o Pânico na TV parece ter retomado sua boa forma. Ontem morri de rir com a esquete Malisa, a menina monstro, satirizando a pequena, hilária, talentosa e espontânea apresentadora do SBT. Mas o ponto forte mesmo foi a sátira que eles fazem de Amy Winehouse. Um dublê fantasiado sai surtando pela rua, quebrando tudo o que vê pela frente, agredindo as pessoas, etc. Assista ao vídeo.

 

A outra dica é a festaça de 5 anos do Zap’n’Roll, blog do jornalista gonzo Humberto Finatti que faz barulho e informa legal o povo descolado do rock alternativo. Vai rolar nesse sábado, a partir da meia-noite no clube Outs (Rua Augusta, 486), com discotecagem do próprio Finas, André Pomba (Grind), Pablo Miyazawa (Rolling Stone), Click, João Carvalho e Toloi (Orgástica), Tati e Valentim (Outs). 12 contos. Nos vemos lá!



Escrito por Jesse Navarro às 19h18
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